
Venho hoje falar daquele que foi um dos homens mais fantásticos que tivemos o privilégio de ter entre nós!
Nascido em Lyon, França, 3 de Outubro de 1804, faleceu em Paris, 31 de Março de 1869 e de seu nome verdadeiro, Hippolyte Léon Denizard Rivail. Adoptou seu pseudónimo após numa das sessões espíritas em que participava, ter recebido a orientação por parte um dos seres espirituais presentes, deste seu nome místico, pertencente a das suas vidas anteriores, em que Hippolyte fora um magnífico e exemplar druída, com este nome. Passou então a ser conhecido como, Allan Kardec - O Druída.
Proveniente de uma antiga família de orientação católica com tradição na magistratura e na advocacia, desde cedo manifestou propensão para o estudo das ciências e da filosofia. Era membro de diversas sociedades, entre as quais da Academia Real de Arras, que, em concurso promovido em 1831, premiou-lhe uma memória com o tema "Qual o sistema de estudos mais de harmonia com as necessidades da época?".
Em 1854 o Prof. Rivail ouviu falar pela primeira vez do fenômeno das "mesas girantes". Foi assim que se iniciou a carreira que levou este homem a "rodar a chave da porta que abriu o Espíritismo à humanidade".
O Livro dos Espíritos que publicou em 18 de Abril de 1857 foi o marco de fundação do Espiritismo.
Está sepultado no Cemitério do Père-Lachaise, uma célebre necrópole da capital francesa. Junto ao túmulo, erguido como os dólmens druídicos, Acima de sua tumba, seu lema: "Nascer, morrer, renascer ainda e progredir sem cessar, tal é a lei".
Durante o seu funeral, o astrônomo francês e amigo pessoal de Kardec, Camille Flammarion, proferiu o seguinte discurso, ressaltando a sua admiração por aquele que ali baixava ao túmulo:
"Voltaste a esse mundo donde viemos e colhes o fruto de teus estudos terrestres. Aos nossos pés dorme o teu envoltório, extinguiu-se o teu cérebro, fecharam-se-te os olhos para não mais se abrirem, não mais ouvida será a tua palavra... Sabemos que todos havemos de mergulhar nesse mesmo último sono, de volver a essa mesma inércia, a esse mesmo pó. Mas, não é nesse envoltório que pomos a nossa glória e a nossa esperança. Tomba o corpo, a alma permanece e retorna ao Espaço. Encontrar-nos-emos num mundo melhor e no céu imenso onde usaremos das nossas mais preciosas faculdades, onde continuaremos os estudos para cujo desenvolvimento a Terra é teatro por demais acanhado. (...) Até à vista, meu caro Allan Kardec, até à vista!"
Até à vista Mestre! Até à vista!...
A todos o meu Abraço de luz!
*Image from Deviantart by Stxw27